Mosconi quer criação de protocolo para doenças complexas.
O deputado Carlos Mosconi,presidente da Comissão de Saúde, solicitou encontro com o secretario de Estado de Saúde, Marcus Pestana, para discutir a inclusão do protocolo de atendimento das ações do Núcleo de Doenças Complexas, como hepatite B, doenças cardíacas e hipertensão arterial pulmonar, como já ocorre em outros Estados da federação. Mosconi quer uma solução por parte do Estado para criar referências atualizadas no atendimento aos pacientes, a exemplo do que é feito em São Paulo , e minimiza a necessidade da 'juridicialização' do processo.
Serão convidados à reunião com o secretário de Saúde médicos, técnicos, Ministério Público, pacientes etc. Em reunião conjunta da Comissão de Saúde e Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, na última quarta-feira (2), na Assembléia Legislativa, foi debatida a situação em Minas Gerais e a normatização de protocolos de atendimento a pacientes de hipertensão arterial pulmonar pela Secretaria de Estado de Saúde (SES).
Mosconi alertou para a falta de um protocolo, que faz com que os pacientes recorram à Justiça para ter acesso aos medicamentos. Para o parlamentar, um grande problema é a assistência farmacêutica que ainda é falha. No encontro, o deputado Carlos Pimenta (PDT) solicitou ainda a criação de um centro de referência para melhorar a qualidade do atendimento, no que se refere ao diagnóstico e prescrição de medicamentos.
O pneumologista Renato Maciel, de Belo Horizonte, lembra que a maior angústia dos especialistas em hipertensão pulmonar é saber que a falta de um protocolo pode ocasionar dispensa de medicamentos aos pacientes que precisam e a prescrição aos que não necessitam.
De acordo com o médico patologista, Ivan Tadeu Rebouças, de Poços de Caldas, a falta do protocolo dificulta o acesso dos pacientes sem recursos financeiros aos medicamentos de doenças complexas, devido ao custo elevado. Essa condição compromete eficácia de um tratamento completo.
Mosconi alertou para a falta de um protocolo, que faz com que os pacientes recorram à Justiça para ter acesso aos medicamentos.
Fotos: RICARDO BARBOSA |