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Mosconi pede inclusão da escleroterapia na tabela do SUS

O deputado Carlos Mosconi, solicitou estudo à Secretaria de Atenção a Saúde (SAS), do Ministério da Saúde, sobre a possibilidade de inclusão do tratamento escleroterápico de varizes com espuma de polidocanol na tabela de procedimentos do SUS. Atualmente, a tabela do SUS inclui apenas o procedimento cirúrgico de varizes, uma técnica complexa de custos maiores, que exige anestesia, 24 horas de internação e até 15 dias de afastamento das atividades rotineiras.

O parlamentar afirma que a inclusão refletirá positivamente na rotina de atendimento, porque se trata de um procedimento ambulatorial rápido, quase sem efeitos colaterais e de custos menores. Estima-se que 35% da população, acima de 15 anos de idade, apresenta algum grau de varizes, enquanto pessoas acima dos 70 anos têm prevalência de 70% da doença.

O médico Francisco Reis Bastos, especialista em cirurgia vascular, comenta que a escleroterapia clássica feita com substâncias líquidas é um procedimento conhecido há mais de 150 anos e o tratamento com espuma é uma evolução da técnica que permite usar menos medicamento e com mais eficácia.

A Escleroterapia com espuma é um procedimento ambulatorial onde se injeta dentro das varizes uma substância misturada com o ar sob a forma de espuma. Densa, ela é semelhante à espuma de barbear e tem o objetivo de remover a obstrução da veia doente. O polidocanol é um medicamento antigo cuja eficácia era prejudicada porque, em sua forma líquida, ele era facilmente absorvido pela corrente sanguínea.

O tratamento não exclui o procedimento cirúrgico, mas é uma alternativa que pode beneficiar os pacientes de alto risco, como alguns tipos de obesos. Essas pessoas poderão se beneficiar do tratamento e evitar problemas de trombose no intra-operatório da cirurgia.

 

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