Mosconi quer informações sobre casos de hepetites B e C
O deputado Carlos Mosconi (PSDB) quer informações sobre a incidência de hepatites B e C em Minas Gerais. O parlamentar, que preside a Comissão de Saúde da Assembleia, pediu também a realização de audiência pública para avaliar o aumento de casos notificados nos últimos dois anos, campanhas de prevenção e o funcionamento das redes regionais de assistência aos portadores da doença.
Dados do Programa Nacional de Hepatites Viral, coordenado pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde mostram o aumento do número dos casos de hepatites em Minas Gerais. Em 2008 foram notificados 458 casos de hepatite C, contra 192 em 2007. Também em 2008 foram confirmados 867 casos de hepatite B, enquanto em 2006 o número chegou a 339.
O Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) apresenta outras avaliações sobre as hepatites B e C nos últimos três anos em Minas Gerais ( 2008 a 2006). No período foram notificados 1.355 casos de hepatite C, uma média de 452 doentes por ano. Foram contaminados pela hepatite B no mesmo período 2.417 pessoas, uma média de anual de 806 casos.
Nos últimos três anos foram notificados no Brasil 37.791 casos de hepatite C, uma média de 10.930 doentes por ano. Em período igual, foram notificados outros 42.891 casos de hepatite B no país, com média anual de 14.297 casos. Seis Estados: São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina são responsáveis pela notificação de 85% dos casos da hepatite C e 71,5% de hepatite B.
HEPATITES B e C
A transmissão da hepatite B (HBV) se faz por via parenteral, e, sobretudo, pela via sexual, sendo considerada uma doença sexualmente transmissível. Dessa forma, a hepatite B pode ser transmitida pela pele ou mucosa, relações sexuais desprotegidas e por via parenteral (compartilhamento de agulhas e seringas, tatuagens, piercings, procedimentos odontológicos ou cirúrgicos etc).
A hepatite C (HCV ) ocorre principalmente por via parenteral e são consideradas populações de risco indivíduos usuários de drogas injetáveis, inaláveis, que compartilham equipamentos de uso, pessoas com tatuagem, piercings, ou que apresentem outras formas de exposição percutânea em. consultórios odontológicos, podólogos, manicures etc., onde não são observadas normas de biosseguranca. |