Ministro do Trabalho aceita rever questão das cooperativas médicas
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, aceitou rever o posicionamento do Ministério do Trabalho e Emprego, em relação à terceirização da contratação de médicos por meio de cooperativas pelos hospitais em Minas Gerais. Em reunião em agosto, em Brasília, os integrantes da Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, argumentaram e convenceram ao ministro de que os profissionais não burlam a lei trabalhista. Participaram do encontro na capital federal os deputados Carlos Mosconi (PSDB), presidente da Comissão, Carlos Pimenta (PDT) e Hely Tarqüínio (PV).
Em plenário na Assembléia Legislativa, Carlos Mosconi confirmou que o ministro, Carlos Lupi, compreendeu que atuação dos médicos não está irregular diante da lei vigente e que as cooperativas são iniciativas dos próprios médicos, na busca de mais garantias para o exercício profissional, e não uma maneira dos hospitais burlar as leis trabalhistas. Mosconi afirmou, ainda, que a punição além de impossibilitar totalmente o funcionamento dos hospitais é injusta.
Segundo Mosconi, Lupi concordou em realizar nova reunião para elaborar um termo de ajuste de conduta, visando à revisão das punições determinadas aos hospitais pelo Ministério do Trabalho. O encontro terá a participação de representantes do Ministério Público do Trabalho, da Delegacia Regional do Trabalho, de auditores trabalhistas da Federação das Cooperativas Médicas, da Associação dos Hospitais de Minas Gerais, do Sindicato dos Médicos do Estado e do Conselho Regional de Medicina.
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