INFORMATIVO PARLAMENTAR
GOVERNO DE MINAS GERAIS

20/03/09

Situação difícil dos catadores de lixo preocupa Mosconi

 

O deputado estadual Carlos Mosconi está preocupado com as dificuldades dos trabalhadores que sobrevivem da coleta de lixo. O parlamentar recebeu em meados de março, em seu gabinete na Assembléia Legislativa (Almg), representantes de três grupos de Poços de Caldas e agora pretende agendar novo encontro para discutir formas de amenizar os efeitos da crise econômica para a categoria.

Além do serviço público de coleta, em Poços existem três grupos que trabalham e manuseiam 200 toneladas de lixo/dia produzidas pela cidade. A Ação Reciclar é uma cooperativa composta atualmente de 25 pessoas. Tem ainda a Associação Recriando com 12 integrantes e um outro grupo de 30 coletores que atua no lixão.  

Os representantes, que participaram de manifestação de catadores de lixo em Belo Horizonte, na última quarta-feira, avaliam que a situação em Poços é privilegiada em comparação aos demais municípios. O grupo, porém, está preocupado com a forte queda no preço pago pelo produto reciclável desde o início do ano.

Eloísa Helena Ramos, presidente da Ação Reciclar, diz que os trabalhadores precisam de ajuda para atravessar esse momento de crise. Eloísa lembra que a cooperativa já chegou a ter 48 catadores no final do ano e que muitos saíram da cooperativa porque não resistiram à queda nos preços. “Estamos sobrevivendo hoje com meio salário mínimo, com o qual temos que comprar alimentos, vestir, pagar aluguel etc.”

 Segundo Eloísa, o preço latinha de alumínio caiu de R$ 3,90 o quilo em janeiro para R$ 1,50 atualmente e o papelão, vendido antes por R$ 0,35 o quilo é comercializado a R$ 0,07. Luciano Geraldo, assessor da Associação Recriando, confirma a redução no preço dos materiais e alerta para a falta de reconhecimento profissional dos trabalhadores que, segundo ele, são verdadeiros agentes ambientais.

 

DE 8 A MEIA-NOITE

 

José Rubens de Souza é catador de lixo há 25 anos. Trabalha 16 horas por dia (das 8h à meia-noite), separando sucata para obter ganho próximo de R$ 500,00 por mês. Apaixonado pela profissão ele se diz satisfeito com vida, porém, preocupado com o futuro das crianças. Como os demais trabalhadores, José também espera que a crise passe rápido “porque senão vai criar dificuldades a muitas famílias, até mesmo para pagar o aluguel”.       

ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DE MINAS GERAISCOPYRIGHT (C) 2008, DEPUTADO CARLOS MOSCONI. TODOS DIREITOS RESERVADOS IMPRENSA OFICIAL DE MG

 
PSDB