13/08/2009
Mosconi diz que vereadores têm que dar explicações à população
O deputado estadual, Carlos Mosconi, disse que os vereadores, que mantiveram a assinatura no documento encaminhado a Secretaria de Estado de Saúde (SES), colocando-se contrários a construção do Hospital do Câncer em Poços de Caldas pelo governo do estado, é que precisam dar explicações à população. O deputado disse, ainda, que respeita as posições contrárias, mas continuará lutando para trazer o serviço para o município, porque “conheço a realidade das pessoas com câncer e o sofrimento delas e das famílias para realizar o tratamento em outras localidades”.
Hoje em Poços, Mosconi lamentou mais uma vez a atitude dos vereadores, signatários de documento encaminhado ao secretário de Estado de Saúde, Marcus Pestana, pedindo reavaliação dos critérios para a construção do Centro Especializado em Oncologia do município, uma obra de 3.800 m2, orçada em R$ 10 milhões, que será executada com recursos do Estado. Para o deputado, a solicitação desmerece, inclusive, as avaliações feitas pela SES, que sempre são pautadas pela seriedade técnica.
Mosconi credita a atitude dos vereadores, talvez, a desinformação, porque para ter idéia da importância da construção de Hospital do Câncer é preciso ter conhecimento da demanda atual do ambulatório de oncologia e das centenas de pacientes que se deslocam de Poços para tratamento em outros centros, principalmente, encaminhados pelo setor de pediatria. “Campinas, por exemplo, recebe 70 crianças de Poços e centenas da região, porque não conseguimos implantar o atendimento infantil”.
Na inauguração, há cerca de três anos, o ambulatório de Oncologia da Santa Casa tinha apenas dois médicos. O serviço cresceu e atualmente possui 19 profissionais da área. Mosconi acrescenta que o hospital atenderá também pacientes da Associação de Voluntários Contra o Câncer (AVOCC), entidade que assiste milhares de pessoas,i muitas com tratamentos em outros municípios.
Refletindo sobre o assunto, Mosconi diz que fica sem ação só em pensar como vai dizer a um paciente de câncer que Poços rejeitou a criação do serviço e que a solução é “você continuar buscando tratamento em outras localidades”. Para o deputado, a criação do serviço se justifica tecnicamente pela demanda crescente por atendimento. “Do ponto de vista humanitário, nem precisa citar razões, porque todos nós conhecemos”.