21/10/2010
Mosconi quer medidas para prevenir entrada
da bactéria KPC em Minas
O deputado estadual Carlos Mosconi, presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa (Almg), pediu maior atenção das autoridades sanitárias de Minas Gerais para execução de medidas preventivas para evitar que a bactéria, conhecida como KPC, encontrada nos hospitais de Brasília, chegue ao território mineiro. Na Capital Federal, a bactéria já provocou a ocorrência de 18 óbitos.
Na reunião da Comissão de Saúde na quarta-feira (20), Mosconi solicitou a realização urgente de audiência pública, com a participação de especialistas, para discutir ações em nível de Estado. O deputado informou, também, que o governo federal já reforçou fiscalização para coibir a venda de antibióticos sem receita médica.
Mosconi ressaltou que o uso indiscriminado do medicamento torna a bactéria mais resistente e facilita sua proliferação. O deputado Doutor Rinaldo Valério (PSL) considerou importante a proibição de venda de antibióticos sem receita, porém, alertou que à ineficiência do sistema de saúde dificultará o acesso da população ao medicamento.
Entre as medidas propostas por especialistas está a retenção da receita médica de antibiótico dos clientes pelas farmácias. O Ministério da Saúde (MS) informou, na quarta-feira, que 183 pessoas são portadoras da bactéria e 46 delas desenvolveram infecção. De acordo com o MS, a superbactéria já atinge também os estados de São Paulo e Paraná.
USO INDISCRIMINADO
Infectologistas afirmam que no organismo humano existem, naturalmente, mais bactérias do que células. Segundo eles, o uso indiscriminado de antibióticos mata muito mais bactérias do que o necessário para livrar o paciente da doença. Os especialistas informam, ainda, que ao eliminar bactérias inofensivas, as resistentes aos antibióticos ocupam espaço e se proliferam. “Assim, quanto mais medicamento, mais bactérias eliminadas e mais espaço para ação das mais resistentes”, alertam.