09/04/2010
Mosconi diz que Brasil precisa melhorar a saúde e educação
O deputado Carlos Mosconi, presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, disse no inicio de abril, que o Brasil precisa de projetos para melhorar a saúde e a educação do povo. O parlamentar participou de Congresso de Neuropsologia, em Poços de Caldas, com diversos especialistas, e questionou a vontade política do Governo Federal em investir nessas áreas.
Com o tema “Saúde, Educação e trabalho: Novos Rumos” o congresso interdisciplinar reuniu cerca de 600 pessoas no auditório da Urca. Mosconi participou de debate que tratou de doenças como o Parkinson e Alzheimer. O seminário foi organizado pela psicóloga, Luiza Helena Ribeiro do Valle, que participou também das discussões.
Ao tratar das enfermidades degenerativas, ainda sem tratamento de cura, os presentes salientaram que tanto o Parkinson como o Alzheimer modificam as relações familiares, sociais e comprometem o exercício de atividades profissionais. O SUS foi realçado como projeto de saúde pública e mesmo reconhecendo deficiências no sistema os especialistas admitiram o alcance universal da proposta.
O Programa Saúde da Família (PSF) foi retratado pelos participantes do seminário como instrumento importante, que melhora o atendimento à população no bairro. Mosconi citou a amplitude do programa, que prevê a utilização de profissionais de psicologia, e ajudaria a amenizar o impacto na família em caso de pacientes portadores de algumas enfermidades.
A dislexia e autismo foram doenças citadas pelo impedimento do aprendizado e a interferência na comunicação. Para os especialistas, sintomas como stress, depressão e uso demasiado de álcool, são preocupantes e danosos para o exercício profissional em qualquer área.
Os participantes concentraram foco sobre a atividade de professor, que eles entendem como de extrema importância para a formação profissional, humana e intelectual do aluno. Os especialistas avaliaram que os educadores são acometidos por esses sintomas, porque são submetidos à excessiva carga de trabalho e, na maioria das unidades educacionais, não encontram estrutura adequada de trabalho, nem apoio psicológico para o exercício da atividade.